segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FALA FELIPÃO

13/09/2010 08h15 - Atualizado em 13/09/2010 08h15


Felipão entende vontade da torcida, mas pede tempo para Valdivia

Treinador explica que o Mago ainda não tem condições de ser titular da equipe: 'Em 20 minutos, o gás dele baixa e fica difícil', analisa o comandante

Por Adilson Barros

São Paulo



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Valdivia começou bem contra o Vasco. Depois,

cansou (Foto: Ag. Estado)O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, entende a ansiedade do torcedor que quer ver o ídolo Valdivia em campo por mais tempo, brilhando, criando jogadas, fazendo gols. Muitos palmeirenses ainda têm na mente a imagem do jogador criativo que comandou o Verdão no título paulista de 2008. No entanto, o Mago, que voltou ao clube no início de agosto, está fisicamente debilitado. Para Felipão, embora a técnica do meia seja evidente, ele não tem condições de atuar mais do que meio tempo. É preciso paciência.



- Eu havia dito isso há 20 dias e torno a dizer agora: ele não tem condição de jogar 90 minutos. Talvez 45, mas com dificuldade. Valdivia é inteligente, raciocina rápido, mas depois de 20 minutos o gás vai diminuindo. Fica difícil - admite.



Contra o Vasco, no último domingo, os palmeirenses que foram ao Pacaembu começaram a pedir a entrada do Mago a partir dos 24 minutos de jogo. Ele entrou após o intervalo, começou bem, mas, como observou Felipão, caiu de produção. O comandante alviverde afirma que precisa avaliar melhor o momento certo para lançar o chileno. Caso contrário, acaba prejudicando a equipe. O técnico exige dos jogadores de frente uma recomposição rápida quando o time está sem a bola para iniciar a marcação e aliviar a defesa. Valdivia não consegue fazer isso por enquanto.



- Tenho de pensar bem a forma como vou lançá-lo. Não posso fazer com que os outros jogadores se sintam prejudicados. Vou examinar bem essa questão. Tenho de dar tempo ao Valdivia.

A COPA VAI SER AQUI

O meia Marquinhos, do Santos, deixou o estádio Castelão, em Fortaleza, no último domingo, para fazer exame de corpo de delito por orientação do Departamento Jurídico do clube praiano. O jogador acusa um policial militar de tê-lo agredido durante confusão ocorrida após o apito final do jogo contra o Ceará. O Peixe perdeu por 2 a 1. Foi detectado um hematoma nas costas que, segundo o meia, seria resultado de uma pancada com cassetete. Agora, a diretoria santista estuda a possibilidade de mover um processo contra o suposto agressor.




O advogado do Departamento de Futebol do Santos, João Vicente Gazolla, conversará com Marquinhos e com os dirigentes que estavam em Fortaleza para decidir o procedimento a ser tomado. Depois, irá avaliar se haverá mesmo o processo.



- Nós orientamos o Marquinhos a fazer o Boletim de Ocorrência e o consequente exame de corpo de delito. Vamos nos reunir para decidir qual será a ação a ser tomada. Há a possibilidade de movermos um processo. Mas, antes de tomar qualquer atitude, precisamos analisar a documentação (BO e exame), conversar com o jogador, com os dirigentes, ouvir os relatos - explicou Gazolla.





Marquinho mostra as costas após confusão. Ele alega ter sofrido golpe de um PM (Foto: Ag. Estado)O elenco santista chegou a São Paulo nesta segunda-feira, às 11h. Marquinhos não concedeu entrevistas. Após o jogo, porém, ainda no gramado, explicou sua versão.



- Estava tirando o Neymar e o policial me deu com o cassetete nas costas. O comandante, que estava próximo, viu que eu fui agredido. Assim como um repórter. Está aqui a marca nas minhas costas. E o policial saiu correndo - disse.



O estopim da briga



A confusão começou nos últimos segundos da partida. O atacante Neymar, do Santos, começou a se estranhar com o volante João Marcos, do Ceará. O santista chegou a dar um pisão no adversário. Seguiu-se uma áspera discussão entre os dois, com dedos em riste e muitos palavrões.



Marquinhos, então, liderou um grupo de santistas que tentavam tirar Neymar do campo para levá-lo ao vestiário. Nesse momento, um policial apareceu ao lado do meia e, aparentemente, o atingiu ou o empurrou pelas costas. Os jogadores do Peixe tentaram ir atrás do suposto agressor, mas o policiamento impediu.

VIROU FILME !

Seis anos de glórias em 90 minutos. O São Paulo lançou, nesta segunda-feira, o filme "Soberano", que conta a história dos títulos brasileiros do clube. Em uma sessão especial para a imprensa, foi possível ver as conquistas de 78, 86, 91, 2006, 2007 e 2008 retratadas não só por personagens ativos em cada busca pela taça, mas também por torcedores que vivenciaram aqueles momentos e tiveram interferência das decisões em suas vidas. A exibição contou com as presenças de Raí, herói de 91, e do cantor Nando Reis, que compôs duas músicas para o filme.




- Nós são-paulinos, que temos menos de 100 anos, temos muito o que comemorar, temos seis títulos brasileiros e isso é soberano sim. O filme é um presente para a torcida que mais cresce no Brasil. Ser soberano é estatístico: é o maior campeão brasileiro, o maior do país da Libertadores, e isso não é provocação, é constatado mesmo. Queremos que cada sala de cinema seja um Morumbi cheio e com vocação de ser campeão - ressaltou Julio Casares, vice de marketing do Tricolor, lembrando do rival Corinthians, que comemora seu centenário neste ano.



O Timão, aliás, é citado no filme através de uma cena curiosa: na final de 86, contra o Guarani, um torcedor alcoolizado aparece preso, dizendo que não estava chateado de perder o jogo porque era corintiano.



- Era uma imagem no meio da matéria e respeitamos a íntegra (risos) - explicou Maurício Arruda, que assina roteiro e direção ao lado de Carlos Nader.





Raí, Nando Reis, Julio Casares, Maurício Arruda e Carlos Nader no lançamento oficial do filme, que depois dos cinemas será vendido em DVD no fim do ano (Foto: Carolina Elustondo / GLOBOESPORTE.COM)



A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para o dia 17 de setembro, mas uma premiére para personalidades do futebol e convidados será realizada na noite desta segunda-feira, na capital paulista. Após a exibição em grande circuito, o filme, que levou dois anos para ficar pronto, será lançado em DVD três meses depois com direito a extras e making of. E qual a diferença do "Soberano" para os outros filmes sobre clubes de futebol? Arruda diz que foi conseguir captar o drama dentro de um time tão vitorioso.



- As qualidades do São Paulo foram nossa maior dificuldade. O filme do Corinthians, por exemplo. É um roteiro com um protagonista que sofre um revés (rebaixamento) e se recupera. É um roteiro pronto, de sofrimento ou comédia, depende do ponto de vista. Para nós o mais difícil é que o São Paulo ganhava seis vezes. Precisamos achar pontos dramáticos dentro dessa história - relatou Arruda.



Raí: Ceni é mais importante na história do clube





Rai elogiou o filme lançado nesta segunda

(Foto: Carolina Elustondo / GLOBOESPORTE.COM)Cada título tem um personagem de destaque. Em 78, Waldir Perez conta como foi ganhar nos pênaltis do Atlético-MG no Mineirão. Em 86, Careca relata o sofrimento para levar a taça nos segundos finais com um gol iluminado. Em 91, Raí era o líder de um título que coroou o técnico Telê Santana, lembrado até hoje pela torcida tricolor nos estádios. Nos três últimos campeonatos, Muricy Ramalho e Rogério Ceni são os ícones. O goleiro, que recentemente completou 20 anos de clube, recebeu muitos elogios de Raí, que inclusive se considera menos importante do que o camisa 1 na história do São Paulo.



- Acho que pode haver uma comparação entre nós pelo aspecto da liderança, mas no geral o Rogério é mais importante na história do São Paulo como ídolo e, mais do que isso, como herói. Ele é aquela referência tanto nos momentos de decisão como nos que impedia catástrofes - destacou Raí.



O embaixador do São Paulo também elogiou o filme e mostrou que a relação com o Tricolor não se encerrou quando pendurou as chuteiras.



- Não digo que dá saudade de jogar porque só de pensar nisso o joelho dói (risos). Mas o filme me leva a três fases importantes na minha vida. Os primeiros títulos representam minha época ainda em Ribeirão Preto. O de 91 teve a minha participação ativa e acabou com o meu sofrimento por não ter sido campeão nas finais anteriores (89 e 90). E os últimos me marcam como torcedor - acrescentou Raí.

E AGORA BARESI ?

A derrota por 2 a 0 para o Botafogo ficou para trás rapidamente nas metas traçadas pelo técnico do São Paulo, Sérgio Baresi. A tabela agracia o time com uma generosa sequência de quatro partidas na capital paulista e o treinador quer aproveitar o momento para deixar a parte intermediária da tabela e tomar posse de um lugar no G-4.




A trajetória começa na próxima quinta-feira contra o Inter, no Morumbi. Depois tem o clássico contra o Palmeiras, no Pacaembu, e mais dois alviverdes em casa: Guarani e Goiás.



- Cumprimos algumas etapas. Agora nossa próxima meta é entrar na zona de classificação para Libertadores. Teremos quatro jogos em São Paulo e temos a chance de alavancar na competição - afirmou Baresi.



No momento, o Tricolor está na nona posição, com 28 pontos.

SINAL VERMELHO

Treino no campo para uns, piscina para outros. Depois do empate por 2 a 2 com o Vitória, sábado, o Flamengo se reapresentou na manhã desta segunda-feira, na Gávea. O dia começou com uma reunião do diretor-executivo Zico e o técnico Silas. Posteriormente, a dupla conversou por cerca de 20 minutos com todo o grupo (veja o vídeo). Em determinado momento, Petkovic pediu a palavra. Na última partida, o sérvio reclamou ao ser substituído e recebeu uma reprimenda indireta do treinador no vestiário. O jogador pediu desculpas pelo episódio.




- Está tudo ok. Nesses momentos nós jogadores temos de ter muito cuidado com o que falamos, com os gestos, porque tudo vira desculpa para o mau momento. Ele explicou e todo mundo aceitou numa boa. A gente precisa dele. É coisa do passado - declarou o zagueiro Jean.



Enquanto o grupo que participou da partida no sábado seguiu para a piscina, os demais realizaram trabalhos físicos e técnicos na Gávea. Renato estava entre eles, mas a participação do meia na viagem para Presidente Prudente ainda é incerta.



O Flamengo não vence há sete jogos e ocupa a 16ª posição. Uma derrota no interior de São Paulo pode levar o atual campeão à zona de rebaixamento.

VAI CORINTHIANS

Derrotados na rodada passada, Fluminense e Corinthians, adversários nesta quarta-feira, às 22h, no Engenhão, seguem próximos na classificação do Campeonato Brasileiro. Apesar de o torneio estar no segundo turno e de apenas três pontos separarem primeiro e segundo colocados, respectivamente, o lateral-esquerdo Roberto Carlos prefere não encarar o duelo como uma decisão.




- Decisivo eu não sei se será porque temos muitos jogos pela frente, mas pode marcar alguma coisa na tabela. É um jogo importante, primeiro contra o segundo. Não tem jogo fácil – afirmou.



Até mesmo a comissão técnica do Corinthians vem trabalhando para tirar o peso da partida, principalmente em caso de derrota. Um triunfo faria o Fluminense abrir seis pontos. O Corinthians, porém, ainda tem um jogo a realizar, diante do Vasco, em 13 de outubro, em São Januário, ainda pelo primeiro turno.



- Até entendo o Adilson. Não é decisão de campeonato. Mas não podemos deixar escapar. Será difícil para ambas as partes – acrescentou.



Decisão ou não, Roberto Carlos destacou a importância de um jogo com mais qualidade técnica. Além disso, espera o Fluminense atacando o Corinthians, o que não aconteceu contra Cruzeiro, em Uberlândia, e Atlético-PR, na Arena da Baixada.



- São essas partidas que gostamos de jogar. Vai ser um jogo bonito e com muitos gols. É importante que seja bonito, que os dois saiam para jogar. O Fluminense tem bons jogadores - finalizou.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ADEUS DUNGA

Cruzeiro 1 0 Internacional JOGO NÃO TERMINADO ATE O FIM DA EDIÇÃO

3 A 0 FLU
ATE O MOMENTO A BALA ROLA

o silêncio?

Após voo em silêncio, seleção exalta força da equipe no desembarque


Jogadores não escondem decepção, mas confiam em futuro melhor

Por João Gabriel Rodrigues

São Paulo



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Marcelinho Machado, no desembarque da seleção

(Foto: João Gabriel / Globoesporte.com)No longo voo da Turquia até o Brasil, não houve espaço para conversas. No desembarque dos jogadores que retornaram ao país após a eliminação nas oitavas do Mundial para a Argentina, porém, o clima era de confiança na seleção. Embora não escondessem a decepção pela queda precoce na disputa, a dedicação demonstrada nas partidas contra os EUA e diante dos próprios hermanos, para eles, foi prova do crescimento da equipe.



- Todo mundo dormiu. Não havia clima para conversa. Eu já pensei muito no que aconteceu depois do jogo. Então, tentei me distrair ao máximo. Agora, é bola para frente – afirmou Alex.



Um dos destaques da seleção no Mundial, Marcelinho Machado acredita que o time mostrou uma outra atitude na Turquia.



- Foi uma boa campanha, perdemos para as melhores equipes do Mundial, mas fomos bem. Infelizmente, não vencemos, mas temos de tirar o lado positivo. Estamos na primeira fase do trabalho do Rubén, que está impondo seu estilo. Nós melhoramos na defesa e partimos para cima de qualquer equipe. Fica a imagem positiva – disse Marcelinho.



Para Alex, a equipe volta ao Brasil fortalecida. Se ficou a sensação de que o resultado poderia ter sido melhor, também há a certeza de que o grupo tem tudo para crescer nas próximas competições e alcançar novamente uma vaga nas Olimpíadas, o que não acontece desde 1996, em Atlanta.



- Temos todas as chances. Saímos fortalecidos. Se todos repetirem o que fizemos no Mundial, vamos conseguir. É uma equipe mais forte, mais confiante – destacou.





Alex desembarcou confiante no crescimento da seleção brasileira (Foto: João Gabriel / Globoesporte.com)Nezinho segue a mesma linha de pensamento do companheiro. O armador acredita que, se o trabalho for mantido, o grupo ainda tem chances de brilhar em competições importantes.



- Fica a sensação de que a gente podia ter ido um pouco mais longe. Mas temos de dar sequência ao trabalho. É uma geração que pode chegar às Olimpíadas. Foi um Mundial muito difícil, bastante equilibrado. Vamos chegar melhores nas próximas competições.



Além de Marcelinho, Alex e Nezinho, Marquinhos, Murilo, JP Batista e integrantes da comissão técnica - exceto Rubén Magnano - chegaram a São Paulo na noite desta quarta-feira. Os demais permaneceram em Istambul.

no sacrificio

Lesionado contra a Eslovênia, Splitter enfrentou os argentinos no sacrifício


Seleção escondeu dores na coxa direita do pivô, que ficou abaixo do seu rendimento normal nas partidas contra Croácia e Argentina no Mundial

Por Danielle Rocha

Direto de Istambul, Turquia



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Splitter sobe para marcar Scola: dores na coxa

limitaram o rendimento do pivô (Foto: EFE)Com Luis Scola do outro lado da quadra, a torcida brasileira se surpreendeu com a cena de Tiago Splitter começando no banco o jogo contra a Argentina. Aliás, nem no banco: o pivô ficou sentado no chão, alongando a perna no início da partida desta terça-feira, que eliminou o Brasil no Mundial da Turquia. Um dia depois, a explicação: Tiago sentia dores na coxa direita desde a partida contra a Eslovênia e jogou os três últimos confrontos no sacrifício.



- Ele sentiu uma dor na coxa no jogo contra a Eslovênia, e estávamos tratando. Contra a Croácia, jogou com dor. Contra a Argentina também, mas conseguiu jogar bem – revelou o médico da seleção, Carlos Andreoli.



O médico garante que o fato de Splitter não ter iniciado o duelo como titular foi uma opção do treinador Rubén Magnano.



- Começar no banco foi mais uma opção técnica mesmo. Liberamos o jogador para a partida - afirmou Andreoli.



A lesão de Splitter não foi divulgada pela CBB após o jogo contra a Eslovênia. Na vitória diante dos croatas, o rendimento do pivô foi menor que o habitual. Contra a Argentina, ele também não jogou bem. O principal jogador de garrafão do Brasil não conseguiu conter Luis Scola, que fez 37 pontos.



Este foi só mais um problema físico dos pivôs da seleção brasileira na campanha na Turquia. Nenê foi cortado com lesões nos dois tendões de Aquiles. O próprio Splitter, que se apresentou uma semana depois do restante do grupo, sentiu dores na coxa direita no início da fase de amistosos e ficou mais de uma semana sem treinar. Anderson Varejão torceu o tornozelo e não jogou as três primeiras partidas do Mundial.